12/01/2017

Crianças com câncer ganham app lúdico que ensina sobre a doença


Cerca de 13 mil crianças e adolescentes no Brasil são diagnosticados todos os anos com algum tipo de câncer, uma doença que assusta e gera inúmeras dúvidas na cabeça de um paciente, independente da idade.

Para ajudar os pequenos e suas famílias a lidarem com esse tema nada fácil foi criado o AlphaBeatCancer, um aplicativo com 20 minigames que além de divertir, explicam a doença abordando termos e procedimentos oncológicos de maneira clara e otimista.

O aplicativo foi desenvolvido pelo Instituto Beaba e a produtora de games Mukutu, com o apoio da Sobope (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica).

O app traz o caminho do tratamento, com quimioterapia e radioterapia. Apresenta ainda ultrassom, tomografia, cuidados com alimentação e rotina de higiene.

A criança participa de todo o processo. Cabe a ela, por exemplo, segurar o ursinho para que ele não se mexa durante a tomografia. Em outro, tem que pegar apenas as comidas saudáveis que caem do céu.

“Tudo que nos aproxima do paciente e de sua linguagem é uma arma importantíssima para o nosso trabalho”. diz Dra. Viviane Sonaglio, oncologista pediátrica e diretora técnica do Instituto Beaba, que ajudou no desenvolvimento do aplicativo. “O game veio para que o paciente sinta-se parte de seu tratamento, entendendo o que está sendo feito com ele”, completa a médica.


Para a criação e a validação do app, participaram programadores, pacientes e profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, entre outros, todos voluntários.

O projeto do aplicativo foi selecionado em 2015 no edital INOVApps do Ministério das Comunicações e apresentado no Games for Change, maior evento de jogos impactos do mundo, que aconteceu em junho de 2016 em Nova York.

O próximo passo do projeto é traduzi-lo para inglês, para desmistificar a doença e seu tratamento para mais pacientes mundo afora.

“Iniciativas como este game são de fundamental importância no repasse através de uma linguagem mais adequada para o público infanto-juvenil de informações necessárias para o sucesso do tratamento oncológico”, diz Dra. Teresa Fonseca, oncologista pediátrica e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica.

Mais recentemente o Beaba lançou uma nova campanha no Instagram estimulando o uso da hashtag #poefiltro (fazendo referência ao #nofilter), para que as pessoas saibam mais sobre a prevenção do câncer de pele.
  
Simone adianta que deve ser lançada uma segunda versão. Quem quiser contribuir com o Instituto Beaba pode trazer doações pelo site.

O aplicativo já está disponível para Android e iOS.



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