10/10/16

Pensando Design Thinking: qualquer profissional pode se arriscar


Pense em uma mistura de mapas mentais, design e desenvolvimento de projetos colaborativos. 

Agora junte algumas ferramentas como canetinhas e post-its. 

Então aplique em qualquer área profissional, ou solução que você precisa. Seja ela em T.I, marketing, comunicação, vendas ou contabilidade. 

Ainda ficou difícil imaginar? No começo eu também fiquei, mas garanto que até o final do texto você entenderá tudo com outros olhos.



Vamos pela origem de tudo…

Um dos braços do design surgiu da escola Bauhaus, onde eles pensaram novos formatos para, praticamente, qualquer objeto, levando em consideração seu conceito de produção, e preservando sua funcionabilidade.

Pois bem, sem fugir dessa lógica, surgiu o design thinking, que aborda os princípios dessa escola inovadora, dentro do processo de construção de um projeto, ou solução. 

Os componentes do D.T são: processo, você precisa ter um “problema” a resolver; funcionabilidade, precisa ser algo que tenha uso fácil, e que seja emocional, você precisa entrar de cabeça na idéia e pensar com a alma de quem irá utilizar seu produto ou serviço.



A essência de pensar D.T

Como todo processo de desenvolvimento e criação, o D.T também possui fases para que sua ideia seja trabalhada, e o produto final seja algo que não fuja das premissas de viabilidade financeira, desejável pelo público e possível de ser realizado de acordo com a tecnologia disponível.

Levando sempre em consideração que se trata de um processo de co-criação, isso significa que você não desenvolverá nada sozinho. Desde o estudo do briefing, até a prototipação, você estará cercado de pessoas que enriquecerão idéias e adaptações.



Como faz então?

Tudo começa pelo briefing, conhecido documento, ou explicação dos problemas que se busca resolver, como citamos lá no começo. 

É preciso que esteja claro o que você busca criar, ou desenvolver.

Na etapa da empatia, começamos a entrar na pele do usuário: Para quem você está projetando? 

Essa pergunta precisa ser levada em consideração e suas características não podem ser negligenciadas. Daqui parte todo o conceito para o desenvolvimento das idéias.

Quando se parte para a definição, se pensa na necessidade que queremos atender, baseada nas características absorvidas na empatia. “Qual a prioridade que você busca atender?” Ou “qual o principal problema que você quer resolver?”, são perguntas que podem te ajudar nessa etapa.

O momento de colocar a criatividade em ação é na fase de idealização, onde depois de refletir, pesar características especificas e o seu problema, é hora de buscar soluções. 

Todas as ideias devem ser colocadas no papel, por mais bizarra que pareça a primeira vista. Não se esqueça, é um processo de co-criação, então essa mistura de diversos pontos de vista trará a riqueza para seu projeto!

Depois de todas as ideias colocadas nos post-its, para facilitar o entendimento se fixam todos na parede, ou vidro, e entramos na fase de prototipação. Nessa etapa nós combinamos as ideias semelhantes, e as agrupamos. Até as ideias mais “mirabolantes” devem se encaixar, pois futuramente podem ser adaptadas dentro do contexto.

Partindo os princípios essenciais do D.T (inovação, funcionabilidade e emoção), vamos analisar todas as ideias reunidas, e então selecionar as que melhor respondem ao problema exposto. Nesta etapa também é o momento de desenvolver o protótipo, o piloto do projeto, ou solução.

Na prototipação você colocará seu “teste” nas mãos do usuário para que ele possa interagir, e comentar sobre o que seria necessário modificar. Essa coleta de dados é importante para que sejam apontadas as possíveis correções e opinião do seu público.


E porque utilizar?

Acredito que por ser um modelo de resolução e criação diferente do habitual, muitas empresas, e até profissionais, se sintam um pouco desconfortáveis com a ideia. Mas acredito que essa será uma grande tendencia de trabalho nos próximos anos. Pessoas de mesma área, por mais diferentes em sua essência, ainda sim, possuem o mesmo foco.

Quando se une pessoas de áreas opostas, acredito que o processo de brainstorm se torna mais rico e produtivo. E o fato de se trabalhar a empatia entre a equipe, é algo que as grandes organizações buscam muito no mercado. Profissionais que saibam expor pontos de vista, trabalhem de forma colaborativa, e pensem de forma inovadora.

A estrutura de pensamento do D.T preza pela simplicidade. Você precisa de um grupo de pessoas, canetas, post-its e boa vontade. Acredito que as ideias surgem automaticamente, e o próprio modelo de planejamento é bem diferente. As ideias quando expostas e fixadas, dão uma melhor visualização ,e das possíveis combinações e raciocínio mais amplo de uma situação.

Por ser um modelo de estudo diferente, ele permite um processo mais livre no campo da busca por soluções, e rico pela colaboração. Não há ideias “erradas” ou “certas”. Ideias são ideias, e todas podem ser aplicadas, desde que observados os quesitos básicos do D.T. Grandes empresas não só na área de T.i, mas em tecnologia, e soluções diversas, buscam profissionais que tenham a habilidade de pensar fora da caixinha, e saibam trabalhar em equipe.



Agora me responda, é ou não um formato inovador e super diferente de se resolver problemas, ou criar soluções?



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