19/09/16

Inteligência emocional e criatividade: Uma perda pode ser transformada em arte?


Acredito que toda pessoa já passou pelo momento da perda de alguém especial. 

E durante alguns dias, ou um determinado período, nos recolhemos da vida social. As rodas de amigos, as festas, e até mesmo algo que gostamos muito de fazer, parece que perde o sentido. Perde a cor.

Já indica a psicologia que o luto é útil sim. Saiba mais nesse artigo que fizemos sobre Teoria das Cores.

Agora, você pensou se esse momento pudesse ser transformado em arte?

A inteligência Emocional é um campo muito estudado pela psicologia, e resumidamente estuda as nossas emoções

Como elas são armazenadas pelo nosso sistema cerebral, de que forma expressamos, a sua importância dentro da nossa evolução, seus impactos nossa vida e escolhas que fazemos, e como é possível aprimorar nossas competências nessa área.

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Cérebro e as Emoções

Nosso cérebro possui diversas regiões. Cada área é especialista em uma função, ou um conjunto de funções. 

No nosso caso, seres humanos, temos 4 áreas importantes dentro dos estudos da inteligência emocional:

1. Cortex   responsável pela aprendizagem e pela memória.
2. Neocortex – responsável também pela aprendizagem e pela memória.
3. Amigdala Cortical – responsável pelas nossas questões emocionais.
3. Hipocampo – área responsável por nos ajudar no processo de lembrança de um fator, e da emoção que o acompanha.

Para que você compreenda todo caminho das emoções dentro do nosso corpo, é preciso  importante entender como funciona todo o processo das emoções no sentido biológico. 

O nosso cérebro possui dois modos “operantes” de memória, a comum e as emocionais

A Amígdala Cortical trabalha em conjunto com Hipocampo, e sem ela a vida não teria significado. 

As paixões, a nossa visão dos sentimentos, o nosso “colorir” da vida está nele. Estaríamos cegos, e vazios, no sentido afetivo.

Quanto mais estímulo a Amigdala recebe, no sentido emocional, mais forte é o registro feito pelo Hipocampo em nosso cérebro

É como se o hipocampo desse seu "Ok" toda vez que uma lembrança passasse por ele, e esse "Ok" é reforçado pela intensidade da emoção que acompanha essa memória. Quanto mais intensa, mais gravada.

A qualidade do trabalho em equipe do nosso cérebro “emocional” com nosso cérebro pensante, afetará também de forma direta nas nossas escolhas de vida, e atitudes que realizaremos ao longo da nossa existência. 

Se você possui uma equipe que opera de forma saudável, terá o reflexo em atitudes e escolhas de vida satisfatórias, e porque não, de sucesso. Já o contrário…


O “aperto no peito”

Mayer, psicólogo americano, ressaltou que quando identificamos um estado de espírito negativo, e que isso de certa forma nos incomoda, não nos faz bem, já indica que nós queremos nos livrar dele. 

Segundo ele, existem 3 estilos de como as pessoas lidam com as emoções:

1. Autoconscientes – São as pessoas que possuem uma visão clara do que sentem. Eles são conscientes de que possuem seus limites, e até onde podem ir. O ponto chave, é que não ficam “remoendo” um assunto.
1. Mergulhados – São aquelas pessoas que ficam imersas no assunto, ou situação. Não possuem muita consciência do que sentem, e geralmente pensam que não possuem controle.
3. Resignados – São as pessoas que simplesmente aceitam seu estado. Não há questionamento, ou uma busca por mudança no seu estado de espirito.

A melancolia é um sentimento natural, como amor, alegria, tristeza, dor. E não deve ser evitada. 

Em uma situação de perda, ela nos “trava” para sair de casa, frequentar uma festa, parece que tudo perde o sentido. Mas ela é importante, pois nos ajuda a refletir. 

Sim, durante o luto nosso cérebro realiza ajustes psicológicos, que serão anexados a lembrança da perda, e a superação desse estado inicial de dor.

E como são feitos esse ajustes? 

Bom, acredito que você já deve ter ouvido a frase “distrair a cabeça”, e ela é o conselho máximo para que essas mudanças aconteçam de forma saudável. 

Quando o cérebro se distrai verdadeiramente, ele quebra o ciclo vicioso de “pensar na perda”. Durante esse processo nós permitimos que seja feita uma nova análise da situação, e que uma leitura mais positiva seja acrescentada.


O fluxo criativo e a linguagem do coração

A criatividade também é um dos caminhos que canalizam a emoção de forma inteligente

Muitas vezes nossas emoções são inconscientes, já apontava Freud, mas lidar com as que estão mais na superfície da nossa consciência parece ser bem dificil.

Como já citamos anteriormente, a criatividade nos ajuda a “reformular” o sentimento que será gravado na memória. E a criatividade é uma das formas que podemos utilizar para aliviar e lapidar essa turbulência.

As pessoas que utilizam dos mecanismos para expor, captar e articular mensagens, trabalham suas emoções. Dentro da teoria da inteligência  emocional, elas desenvolvem a auto consciência e a capacidade de lidar com as suas emoções e de outras pessoas.


Partindo para ação!

Coloque para fora aquilo que você tem no peito. Encontre algo que você gosta, se concentre e mãos a obra

De começo pode ser um pouco difícil, mas se concentre. Esse processo é importante, e porque não trabalhar essa saudade de uma forma mais bonita?

As lembranças são nosso conjunto de experiências perceptivas intimasLembra da parte do texto que fala do trabalho em conjunto de hipocampo e amígdala

Quando nós temos uma lembrança, ela é ativada conjuntamente com outras áreas do cérebro. E por uma ironia da biologia, quis que a mesma região também influenciasse na nossa capacidade artística.

Trabalhar o otimismo é encarar os imprevistos da vida como situações que podem ser remediadas. É ver o lado esperançoso, e bom de tudo, até nas situações mais difíceis. Algumas pessoas já nascem com essa capacidade, mas você pode desenvolve-la. Basta treinar!

Então, mãos a obra!

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