15/09/16

Fayol e os 14 princípios da Administração que todo gestor deve conhecer


Jules Henri Fayol (1841-1925) foi um engenheiro de minas, fundador da Teoria Clássica da Administração.

Dedicou seu estudo com foco maior para a empresa como um todo e é considerado um dos pais da moderna Administração – o outro é Frederick Taylor, que desenvolveu suas teorias com foco especialmente na produção.

Segundo Fayol, a Administração tem as seguintes funções: planejar, organizar, liderar, coordenar e controlar. Posteriormente, “liderar” e “coordenar” foram unidas num único conceito: “dirigir”. Ainda assim, vale colocar que essas funções são estudadas até hoje nos cursos da área.

O próprio Fayol pegou uma empresa à beira da falência e, em decorrência de seu trabalho como gestor, a elevou a um novo patamar de resultados, o que fez com que ele fosse promovido a diretor, cargo que ocupou até alguns anos antes de sua morte.

Entre suas principais contribuições ao estudar questões administrativas, estão seus catorze princípios da Administração.

Se você também é um gestor ou pretende ser, então é fundamental pelo menos saber quais são eles. Vamos conhecê-los?

1. DIVISÃO DO TRABALHO: tem por finalidade produzir mais e melhor, com o mesmo esforço.

2. AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE: a autoridade consiste no direito de mandar e no poder de se fazer obedecer, mas só se concebe se acompanhada da responsabilidade daquele que exerce o cargo de chefia, ou seja, a possibilidade de este ser premiado ou punido pelos resultados obtidos.

3. DISCIPLINA: consiste essencialmente na obediência, assiduidade, atividade, na presença e nos sinais exteriores de respeito demonstrados de acordo com as convenções estabelecidas pela empresa.

4. UNIDADE DE COMANDO: para execução de qualquer atividade, uma pessoa ou equipe deve receber ordens apenas de um chefe.

5. UNIDADE DE DIREÇÃO: um só chefe e um só programa para um conjunto de operações que visam ao mesmo objetivo.

6. SUBORDINAÇÃO DO INTERESSE PARTICULAR AO INTERESSE GERAL: o interesse de cada profissional não pode prevalecer sobre o interesse da empresa, da mesma forma que, num governo, o interesse público deve estar acima dos interesses particulares, para o bem de todos.

7. REMUNERAÇÃO DO PESSOAL: a remuneração deve ser equitativa e satisfazer tanto ao pessoal quanto à empresa.

8. CENTRALIZAÇÃO: o seu grau é variável, dependendo de cada situação e empresa. É papel do chefe encontrar o equilíbrio entre centralização e descentralização, garantindo a execução das atividades, mas aproveitando a experiência dos profissionais.

9. HIERARQUIA: é imposta pela unidade de comando e pela necessidade de uma transmissão segura das diretrizes de trabalho.

10. ORDEM: cada pessoa deve ter sua função, e cada função deve ser ocupada por uma pessoa. É importante que não haja confusão de papéis.

11. EQUIDADE: para que o pessoal trabalhe motivado, é importante que seja tratado com equidade. Trata-se da combinação de benevolência e justiça, sem excluir a energia ou o rigor.

12. ESTABILIDADE DO PESSOAL: uma pessoa precisa de tempo para iniciar-se em uma nova função e chegar a desempenhá-la bem. Se for afastada antes de estar completamente treinada, não terá tido tempo de prestar um bom serviço. Ao mesmo tempo, se houver muita troca de profissionais em uma função, esta nunca será bem desempenhada.

13. INICIATIVA: a possibilidade de conceber e executar planos de trabalho é um dos fatores mais importantes e estimulantes da atividade humana, e isso deve ser encorajado em todos os níveis.

14. UNIÃO DO PESSOAL: como diz o ditado, “a união faz a força”. A harmonia e união do pessoal são forças importantes para a empresa.

Fayol desenvolveu esses princípios há mais de cem anos!

E você, acha que eles ainda são válidos para os dias de hoje? Deixe sua opinião nos comentários :)

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