22/08/16

[Case] Como engajar seu público através de uma experiência inesquecível


Hoje vamos falar sobre uma experiência específica, onde uma marca realmente soube proporcionar algo de valor para o seu público. Trata-se de uma ação do cantor Ivo Mozart.

Primeiro, ele publicou um vídeo nas redes sociais convidando seus fãs a participarem de uma promoção.

O processo era bem simples: você enviava uma mensagem para uma página do Facebook, dizendo seu nome e demonstrando interesse em participar de um show dele, na mesma semana.

Aproximadamente 60 pessoas, de todo o Estado de São Paulo, foram selecionadas. 

A equipe responsável pelo evento entrou em contato com os escolhidos e o próprio músico gravou um vídeo personalizado para cada uma dessas pessoas – com exceção dos acompanhantes e das que foram chamadas a partir da lista de espera.

Depois dos pagamentos por depósito, no dia e horário marcado, lá estavam os convidados na frente da casa de uma amiga do cantor, em um bairro nobre da capital paulista.

A exceção que faz a regra nesse caso: atrasaram e, consequentemente, demoraram muito para atender.

Depois que todos já estavam lá dentro, aí o negócio decolou.

Ainda no quintal, uma moça recepcionou os convidados de três em três, enquanto a outra sugeriu algo, no mínimo, curioso: ela entregou um papel e uma caneta para cada um, e pediu que escrevessem um problema do mundo e depois colocasse fogo. A ideia era não levar energias negativas para dentro da casa.

Algo realmente alinhado com o que a “marcaacredita. Genial!

Já chegando na porta, o próprio Ivo Mozart recebeu a cada um dos fãs. Distribuiu abraços e já quis tirar foto. Deixou todos à vontade, falou um pouco sobre o local e pediu desculpas pelo atraso. Não é preciso dizer que simpatia e empatia são fundamentais, né?!

Ah, sim! O local. No lado de fora, um quadro para quem quisesse pintar e relaxar um pouco. No lado de dentro, a casa fora toda decorada com as coisas do músico.

Assim que terminou de recepcionar os convidados, ele chamou a galera para a parte de cima da casa e gravou um vídeo com todo mundo na beira da piscina.

Depois, todos desceram, colocaram almofadas e pufes no chão e, então, ele apresentou suas novas composições (são muitas!), algumas até com amigos convidados. Pediu a opinião das pessoas sobre cada uma delas e, por fim, três performances foram filmadas.

A ideia principal, no fim das contas, estava ali. Ivo é do tipo que não gosta de ficar parado e, quando não está fazendo seus shows, curte gravar algumas séries, que ele mesmo cria. Esta, por sinal, vai se chamar “Na Sala”, ou coisa assim.

Basicamente, ele já tinha o que precisava. Mas é aí que vem a demonstração de como proporcionar a melhor experiência possível para o seu público.

Som na caixa, uns petiscos à vontade e open bar. Enquanto isso, ele tirava fotos com quem quisesse usar os figurinos dele – fotografia, aliás, que foi entregue na mesma noite!

Parece que foi muito bem executado, não é mesmo? Só que não para por aí.

Depois de tudo isso, ainda teve um show particular. O cara cantou seus maiores sucessos (entre eles, A Festa, Vaga-lumes e Anjos de Plantão). Celulares nas mãos de quem quisesse filmar ou fotografar, claro.

Aproveitando-se o clima de êxtase, algumas pessoas ainda foram convidadas para gravar depoimentos para ele. Equipe profissional para fazer a filmagem e, não tenho dúvida, para usar bem o material futuramente.

Agora imagine quanto toda essa ação não tende a gerar buzz, sobretudo nas redes sociais, nos próximos dias – confesso que estamos falando de algo que ocorreu recentemente.

Sensacional. Se alcançados os resultados esperados, os clientes (fãs) terão sido fidelizados; os prospects (no caso, os acompanhantes) terão virado clientes; e o restante do target terá tomado conhecimento sobre a marca!

E por que esse exemplo?

Bem, diariamente, vemos ações de marcas que tentam estabelecer uma boa relação com seu público. Acontece que, muitas vezes, elas se esquecem de que precisam agregar valor à vida dessas pessoas, e isso ocorre, geralmente, com conteúdo relevante e experiências ricas.

Ou nós, publicitáriosprofissionais de marketing, entendemos isso, ou vamos acabar dançando o sertanejo, o funk e o tecnobrega da concorrência.

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