27/10/14

Iniciação à Fotografia Profissional: Princípios Básicos


Todos nós sonhamos fazer deste nosso hobby, que é a fotografia, em algo mais e rentabilizar o nosso investimento com o material fotográfico.

Mas para isso existe um longo caminho a percorrer e nada como conhecer as bases fundamentais da fotografia para alcançar esse objetivo, deixarmos de fotografar nos modos automáticos e semi-automáticos e começarmos a fotografar no modo manual, permitindo-nos um total controle sobre a realização das nossas fotografias.

Por isso neste tutorial vamos falar: dos princípios da fotografia, o que são e as suas funções.


O TRIÂNGULO DA EXPOSIÇÃO

Todas as boas fotografias têm como base três componentes técnicos para que resulte numa grande fotografia, que é a conjugação destes três fatores que se chama de Triângulo da Exposição.

Fazem parte deste triângulo: a Abertura do Diafragma, a Velocidade do Obturador e o ISO.


É o domínio desta equação que faz com que a nossa fotografia saia perfeita, seja numa máquina analógica seja numa máquina digital, o domínio destes três fatores por parte dos fotógrafos profissionais é o que lhes permite depois explorar e criar as fotografias fantásticas, que os faz sobressair do resto dos fotógrafos, sem termos de passá-las depois por um programa de edição de imagem.

Dependendo do objetivo final pretendido por nós os valores usados vão ser diferentes. Por exemplo, se estivermos a fotografar algo com mais movimento teremos de usar valores de velocidades mais elevados para congelarmos esse movimento o que vai resultar em valores de abertura mais pequenos para deixar entrar mais luz sem termos de aumentar o ISO.

O ISO deverá ser sempre o último elemento da equação a ser mexido pois o ideal é usar sempre o menor valor possível.

Um exemplo desta conjugação dos três elementos que funciona muito bem na grande maioria das vezes é: Iso 200 + f:5.6 + 1/125, mas como referido em cima, teremos sempre que nos adaptar às condições de luz existentes, ao que estamos a fotografar e ao resultado pretendido.

Para controlarmos essa situação temos de olhar para o fotômetro no visor da máquina onde temos todas as informações sobre os valores que estamos a usar e o que temos ou não de corrigir ou compensar.


ABERTURA DO DIAFRAGMA

A abertura mede-se numa escala de valores stop (f) que dependendo das objetivas pode ir de f:1.1 ate f:32, e serve para controlar a abertura do diafragma e a quantidade de luz que chega ao sensor, bem como para ajustar a Profundidade de Campo ou DOF (Deep of Field) como aparece muitas vezes nas revistas da especialidade.


Quanto menor for o seu valor, por exemplo f:2.8, mais aberto está o diafragma e mais luz entra, sendo que a f:32 é o oposto, ou seja, estará mais fechado e a a luz que deixa passar será mais reduzida.

É verdade também que ao usarmos uma abertura maior, por exemplo f:2.8, a zona que aparecerá focada será menor, sendo este aspecto muito usado em fotografia de retratos, enquanto numa abertura menor como f:32, temos uma zona focada maior.

 
O que é Diafragma?
O diafragma funciona um pouco como se fosse a Íris do olho humano e é o componente mecânico das objetivas tão ou mais importante que a qualidade óptica. Funciona como controlador da quantidade de luz que entra e chega ao obturador e daí passa para o nosso sensor para captar realmente a “fotografia”. É regulado pela escala da Abertura e quando temos valores mais baixos obtemos mais luz, e quando temos valores mais altos obtemos menos luz.




VELOCIDADE DO OBTURADOR

A velocidade é o fator da equação do Triângulo da Exposição que controla o tempo de exposição, ou seja, o tempo que o obturador está aberto para deixa passar a luz para o filme ou para o nosso sensor digital.

A velocidade do obturador é expressa em segundos ou fracções de segundos: B, 3″, 2″, 1″, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/32, 1/64, 1/125, 1/250 e por ai fora até 1/8000 na maioria das máquinas digitais.


Na prática, os fotógrafos abandonam a fracção e tratam a velocidade apenas pelo denominador, pelo que quanto maior o valor da velocidade menos tempo está aberto o obturador.

Velocidades acima de 1/125 já servem para “congelar” a foto, enquanto valores abaixo de de 1/60 servem para efeitos mais artísticos como arrastados ou panning muito usados em fotografia de esportes motorizados.

Valores de Velocidade mais lentos, como o obturador está mais tempo aberto, servem também para ajudar a termos uma exposição correta, sendo muito usado em fotografia de arquitetura, paisagem e objetos, onde o sujeito que estamos a fotografar esta completamente imóvel.

Uma dica: Quando usamos velocidades mais lentas (abaixo de 1/60) é recomendável o uso do tripé ou monopé, para evitar fotografias tremidas ou desfocadas. O mesmo se aplica com velocidades mais elevadas mas com o uso de tele objetivas acima dos 300mm que costumam ser mais pesadas e a força de braços pode não ser suficiente passado alguns minutos a fotografar.

Ao escolhermos o valor B ou BULB o obturador vai ficar aberto o tempo que desejarmos, registando todos os movimentos que passam à frente da nossa objetiva, sendo muito usado para fotografias noturnas ou com efeitos de luz, conhecido como “light painting”. O uso do tripé é novamente recomendado ao usarmos está técnica bem como um comando disparador para evitar toques na Câmera Fotográfica.



O que é Obturador?
O obturador, tal como o diafragma nas objetivas, é um dos componentes mecânicos da nossa máquina mais importante e que controla a quantidade de luz que vai chegar ao filme ou sensor. Sendo assim a principal função do obturador é controlar o tempo que a luz iluminará o sensor ou filme. Nas câmeras fotográficas o obturador consiste numa cortina que abre e fecha por um determinado período de tempo, consoante o valor da velocidade escolhido na escala das velocidades acima referido e deixa passar a luz até ao sensor.
  

ISO

Por fim temos, o ISO ou ASA como era usado em algumas marcas de rolo e que significa “Internation Standart Organization” ou “American Standarts Association” e é o valor que vai determinar a sensibilidade do filme ou a luz captada no sensor.

Tem uma escala que normalmente vai do 50 ao 128 000, sendo que o valor 50 se usa em situações de muita luz ou de luz ambiente razoável e o 1600 em situações de pouca luz.

Atualmente e com o avanço da tecnologia temos já algumas máquinas com capacidade de fotografar a 256 000 de ISO.



Valores de ISO mais elevados produzem mais grão ou mais ruído digital onde se nota nas fotografias pequenos pontos como se fosse um granulado, por vezes podem enganar quando vimos a qualidade da fotografia, mas depois impresso fica com qualidade, não devemos abusar do aumento do ISO sendo o último elemento a aumentar para conseguirmos a exposição correta.

Dependendo da máquina fotográfica que temos, não deveremos passar dos 1600 sendo que os valores mais utilizados situam-se entre os 100 e os 400.


O que é Fotômetro?
Depois de explicados cada um dos três vértices do Triângulo da Exposição, temos então o fotômetro que é forma de podermos ver no momento e saber quais os valores que vamos usar e poder controlar cada um deles. Podemos encontrar o fotômetro no visor da máquina fotográfica onde temos a indicação dos valores da velocidade, da abertura do ISO e uma escala entre os -2 e +2 que nos mostra como está a nossa exposição.
Para termos a exposição correta temos de por a “agulha” da escala no zero (valores meramente ilustrativos), para isso temos de baixar ou aumentar os valores da Abertura, da Velocidade ou do ISO. 




Considerações Finais

Neste artigo vimos os princípios fundamentais da fotografia, ficamos sabendo um pouco mais sobre o que são a Abertura, a Velocidade, o ISO, o que é Triângulo de Exposição e como ver e controlar  a informação que vemos no fotômetro no visor na nossa máquina fotográfica para que a exposição das nossas fotografias saia sempre perfeita

Com o domínio do triângulo vamos conseguir avançar e criar novos efeitos tornando as nossas fotografias melhores, simplesmente por experimentarmos mudar um pouco as nossas definições habituais ;)

Confira aqui também os 5 erros mais comuns ao aprender à fotografar.



Fonte: Escola Criatividade 
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