31/01/14

Não deposite todas as suas moedas no Facebook

O Facebook passou muito rápido de mais uma rede social para uma das principais plataformas de marketing na internet. As pequenas empresas estão começando a investir na internet através do Facebook, principalmente porque geralmente eles mesmo já estão interagindo com alguma marca na rede social e percebem que a sua própria marca poderia estar ali.

Já as empresas maiores, que provavelmente já tem investimento em marketing digital através de uso de sites e email, percebem que o Facebook é uma ótima plataforma de relacionamento e divulgação de seus produtos, portanto, voltam boa parte de seu investimento para a rede social. Em resumo, toda empresa que tem algum investimento de marketing na internet está voltando os seus olhos para o Facebook.

Este repentino e crescente interesse pela rede social de Mark Zuckerberg é benéfico para consumidores e para marcas. Enquanto as marcas encontram uma forma relativamente barata de interagir com o seu público-alvo e compreender o que este público esta fazendo, para os consumidores fica a comodidade de ser atendido pela rede social e a possibilidade de interagir com estas marcas para fazer críticas e sugestões.

Mas o Facebook está ficando importante até demais. Empresas estão dedicando boa parte de seu investimento para a rede social, criando conteúdo para as suas páginas, desenvolvendo aplicativos para o Facebook e inclusive vendendo diretamente através da rede social em alguns casos. Se a sua marca faz isso, você deve ter muito cuidado. Vamos entender um pouco melhor:


As regras do Facebook


Como sabemos, o Facebook possui muitas regras sobre como deve ser o seu uso e quando se trata de marcas, este uso acaba sendo ainda mais rígido. Um dos exemplos é o fato de marcas não poderem criar perfis, apenas fan pages. Além das várias limitações de um perfil (do ponto de vista de uma empresa), ainda há o problema de poder ser suspenso a qualquer momento. Você consegue imaginar a dor de cabeça que representa ver o seu trabalho de meses simplesmente sumir?
Mas o problema contas excluídas não é exclusividade dos perfis, pois é muito comum ver páginas sendo suspensas por estarem desobedecendo alguma regra ou simplesmente por alguma falha do serviço – que sabemos que têm várias. Diversas fanpages já foram bloqueadas ou deletadas sem que houvesse muita explicação, como por exemplo o “Apocalipse das Páginas do Facebook“, que ocorreu em Setembro do ano passado, onde diversas páginas de humor foram deletadas sem aviso prévio ou chance de voltar atrás. Mais de 100 páginas foram deletadas nestes dias.

Mesmo que você fique totalmente dentro das regras do Facebook, é muito difícil ter certeza que tudo está ‘ok’. E o problema acaba não sendo apenas as regras, mas a falta de ‘compaixão’ dos administradores da rede social, que simplesmente excluem as páginas sem aviso prévio e muitas vezes se chance de recuperar o que foi perdido. O mesmo acontece com publicações, que podem ser deletadas por não estarem de acordo com as regras.


A má administração

Apesar de não acontecer com páginas muito grandes, um problema muito comum do Facebook é o “roubo de páginas”. Isto pode acontecer de diferentes formas, mas um exemplo comum é o dono de uma pequena marca que paga alguém para gerenciar a sua página no Facebook e por algum desentendimento o contrato é quebrado. A pessoa que estava responsável pelo conteúdo, descontente com a situação, remove o dono da página dos administradores e “sequestra” a fan page. O que fazer? Pois é, sentar e chorar. Sim, hoje já há a possibilidade de criar diferentes níveis de usuário, como o gerenciador de conteúdo, mas sabemos que muitas pessoas não conhecem todas as ferramentas que o Facebook oferece. E, em alguns casos, a pessoa tem usuário e senha do usuário administrador, o que facilita o sequestro.

Este roubo de páginas também pode acontecer por meios não legais, como vírus e SPAM. Já houve relatos de pessoas que receberam emails muito suspeitos, que ao clicar, davam acesso de sua conta do Facebook para o ladrão. O resultado é o roubo de páginas, que acaba sendo usada para enviar todo tipo de SPAM que existe.
Outro relato comum, principalmente por parte de iniciantes na ferramenta, é a perda de senha e acesso ao email de recuperação. O que acaba acontecendo é a pessoa sendo obrigada a criar uma nova página, pois a antiga vai parar no limbo.


Hoje é bom, amanhã é ruim

Para estar na moda, muitas empresas procuram sempre inovar na forma como criam conteúdo dentro do Facebook, portanto, acabam adotando diferentes memes para interagir com o máximo de pessoas possível. Como sabemos, o Facebook possui várias regras e as mudam com frequência, o que acarreta em perda de relevância rapidamente.

Em um dia sua página tem muitos comentários e curtidas, no outro, os números caem drasticamente. O que fazer? Descobrir o que você esta fazendo de errado e evitar. Enquanto isso, aquelas centenas de pessoas que interagiam com a sua marca antes, nem estão mais recebendo atualizações suas.

Outro problema é que não sabemos até quando o Facebook será relevante para os usuários. É claro que ele deve durar muito tempo ainda, pois adquiriu uma importância enorme dentro da internet e praticamente todos os internautas brasileiros tem uma conta nesta rede social. Ao contrário do Orkut, o Facebook existe em uma época de expansão rápida da internet, o que deve ajudar o serviço a continuar vivo por muito tempo. Mas por quanto tempo? Se algum dia o Facebook fechar as portas, o que acontece com todos aqueles seus fãs e conteúdo publicado?





Por que isso é ruim? E qual a solução então?

Estes problemas relatados e os diversos outros que existem mostram como o Facebook é instável para uma marca. Mas por que isto é tão ruim? Não basta apenas criar outra página? Infelizmente não. Mesmo que você crie uma página nova, todo aquele tempo gasto interagindo com as pessoas simplesmente some e o dinheiro investindo em anúncios acaba perdendo grande parte de sua relevância.
O uso de diferentes serviços ajuda a sua marca a ter uma presença relevante em diferentes lugares. Um exemplo disso são as empresas que usaram muito forte o Twitter e viram que o Facebook estava tomando o seu lugar, ao invés de sair do Twitter e abandonar tudo, a maioria preferiu manter os dois canais (mesmo que repetindo conteúdo), mas com o objetivo de atingir o máximo de pessoas possível. Caso um dos serviços feche, estas marcas terão o outro para continuar o seu trabalho.

É claro que você não deve criar uma conta em todos os serviços que aparecem, mas ter mais de uma presença em mídia sociais é uma forma de ampliar o seu público-alvo e conseguir ter um “backup” de tudo o que você tem.

Um caminho ainda mais interessante, é a criação de serviços próprios ou mesmo de blogs. Sabemos que é muito caro e difícil criar uma rede social própria, mas nada impede que a sua marca invista em um blog onde você tem total controle sobre os dados que estão lá. Se usado com inteligência, um blog pode ser uma ferramenta tão importante quanto o Facebook.


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