12/11/13

Storytelling: conceito que busca encantar o consumidor pela história da marca ou do produto


Religiões. Livros. Teatro. Música. Pintura. Dança. Cinema. Novela. Revistas. Quadrinhos. Piadas. E, por que não, uma boa fofoca? Da pintura rupestre aos textos da bíblia. Da literatura de Shakespeare ao cinema de Chaplin. Dos musicais das Broadway aos Flash Mobs da moda. Se há algo que une os homens e mulheres de todas as idades, raças, religiões, nacionalidades e interesses, esse algo são as histórias.

Quando o assunto é vender um produto, uma ideia ou um serviço, saber contar histórias é fundamental.  

O mundo corporativo tem passado por diversas mudanças e aquele velho modelo de apresentação, frio e objetivo, sem conexão com a audiência, tem mostrado que nem sempre é o caminho mais eficaz.

As grandes marcas descobriram há anos o poder de engajamento por meio de contar histórias. Eis então a minha definição de storytelling: a estratégia de unir em torno de uma só narrativa todos os públicos da marca.

O processo de storytelling pode ser resumido em sete etapas: ouvir, aprender, descobrir, explorar, criar, comunicar e encantar. Esse novo conceito de marketing foi introduzido no Brasil pela JourneyCom, agência de publicidade em São Paulo.

“Conheci o storytelling pela observação das tendências internacionais e a partir da influência de dois autores: Rolf Jensen, na obra The Dream Society, ainda inédita no Brasil e Martin Lindstrom, com seu livro Brand Sense, recentemente publicado por aqui”, afirma Mauro Pereira-de-Mello, diretor da JourneyCom.

Segundo ele, não significa que toda a peça tenha que contar a história do cliente. Para ele, o storytelling é um processo que começa muito antes da criação da peça publicitária.

Cito a seguir alguns exemplos bem sucedidos para facilitar a compreensão. Em todo o mundo, pensar na Disney nos leva a um mundo de fantasias, os cartões American Express representam reconhecimento e status e, dirigir um Volvo significa estar mais seguro. 

Comecem a perceber: toda a narrativa destas marcas, não importando o canal, a mídia ou o público, está sempre conectada a essas temáticas.

Mas como os empreendedores podem tirar proveito desta estratégia?

Crie uma narrativa que conecte sua marca com seu desejo pessoal de empreender. Os valores e os atributos que deram origem à nova marca podem ser os principais ingredientes para uma grande história.

O preâmbulo de storytelling obedece a algumas fases. Primeiro, a sabedoria de saber ouvir o cliente e outros eventuais atores do processo.

Depois passa-se a aprender sobre o negócio e descobrir a sua história (ou outras histórias a serem contadas). O próximo passo é explorar essas histórias, suas variações e implicações para criar conceitos, campanhas e peças que possam encantar o consumidor final.

Para Pereira de Melo, o fundamental é que a história seja verdadeira para que o consumidor – seja ele um público interno, o público em geral, ou corporativo – se identifique com a marca ou produto.



“Este processo, muitas vezes, implica em uma espécie de auto-análise do cliente. Ele e seus colaboradores devem se reconhecer na história que será contada ao público. A partir daí, qualquer ação que criarmos deve estar impregnada desta história. Pode ser um anúncio ou até mesmo imagens que reflitam um novo estado de espírito”, reforça o publicitário.

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“Para o Storytelling dar certo é preciso descobrir a história única, real, exclusiva. Podem até copiar sua marca, seus produtos, mas ninguém conseguirá clonar a sua história

As corporações, no entanto, são feitas de pessoas, com medos, aflições, cobranças e pressões. Nessas horas, um posicionamento sólido, uma marca com uma história para contar, que levem à conquista da confiança do gestor do cliente, podem fazer a diferença”, conclui Pereira-de-Mello.


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