15/07/13

O ponto de venda já não é mais o mesmo

Trânsito congestionado, fila nos caixas para proceder o pagamento, vendedoras com má vontade, enfim, poderíamos listar inúmeros problemas que acontecem nos pontos de venda convencionais de uma forma geral, mas, o foco não é esse, e sim, que com as facilidades que o e-commerce oferece, chegou a hora deles se modernizarem para fidelizar os seus clientes.

O e-commerce oferece todas as comodidades possíveis que um consumidor possa desejar. Facilidade de pagamento, bons produtos, promoções, entre outros, com a principal vantagem de todas: não precisar sair de casa, ou melhor, da frente do computador.



Mas, ainda há aqueles, e que são muitos, que não abrem mão de suas compras convencionais, de estar em contato direto com o produto, poder tocá-lo, obter informações sobre ele na hora da compra. Só, que como tem outras opções de comprar o mesmo produto, o velho e tradicional ponto de venda precisa se reciclar. E é isso que tem sido feito.

A Imaginarium pode ser considerada um bom exemplo quando se trata de estratégias de marketing para conquistar o cliente. Todas as vitrinas do País são trocadas pontualmente na mesma data, e, para que isso aconteça, a equipe de “Vitrina e Visual Merchandising” da marca dá início à criação das campanhas sempre com três meses de antecedência.



A equipe de criação e produtos decide o mix de produtos, logo em seguida, inicia-se os testes de exposição dos produtos em um espaço de simulação da vitrina para entender como estes produtos conversam entre si e quais são as necessidades de exposição.

Com ajuda da tecnologia, ficou mais fácil para os donos de loja inovarem para conquistar osseus clientes, fazendo uma interação entre o on e o off-line. Um exemplo, a vitrina interativa da e-Bay, nos Estados Unidos, em 2011.

O projeto, criado especialmente para as festas de fim de ano, consistia em uma espécie de janela digital, em três dimensões, que ficava alojada em uma das vitrinas de cada loja. Nela, existe uma grande cena natalina, com decoração, imagens e muitos brinquedos, como trens, ursos e bonecos. Tudo virtual e em 3D.



Além disso, era possível interagir com alguns produtos por meio do QR Code. Cada brinquedo tinha uma etiqueta com um preço e um código. Bastava apontar um leitor de QR, que podia ser instalado no smartphone, para a peça desejada.

Voltando um pouco mais no tempo, mais precisamente em 2010, a LG queria que o seu consumidor conhecesse na prática o funcionamento do “NetCast”, criado para a nova linha de TVs Infinita com acesso à internet.

Para isso, a marca desenvolveu vitrinas interativas em mais de 20 pontos de venda do Brasil. Ela possuía uma película touch screen, e, ao tocar no vidro, o consumidor interagia com a TV.



A “vitrina viva” foi uma das novidades apresentada pela C&A, em 2011. O objetivo era apresentar a nova coleção de Gisele Bündchen, e, para isso, nada melhor do que a presença da top model ao vivo.

Gisele Bündchen parou o trânsito na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, ao trocar de roupa em uma vitrina aberta no Shopping Iguatemi. A ação promocional atraiu centenas de fãs.



A Colcci também pegou carona nessa ideia, e, para chamar a atenção do público sobre a sua nova coleção Primavera 2012, em especial o “Power Jeans”, o PDV da marca, do Recreio Shopping, resolveu mudar o conceito de sua vitrina, e, ao invés dos tradicionais manequins imóveis, colocou modelos reais.



Brastemp foi em busca de inovação, porém, com um diferencial, queria apresentar a sua linha retrô. Os ambientes dos pontos de venda em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF), uniram o design vintage com a tecnologia do Século XXI, alinhado com o conceito inovador dos produtos retrô.



Uma boa vitrina também pode ser utilizada para causas sociais. Um exemplo foi a ação realizada na Polônia.

Em parceria com a agência Saatchi & Saatchi de Varsóvia, a Cruz Vermelha implantou a estratégia “Um jantar é um luxo, que consistia em colocar pratos de comida nas vitrinas de lojas famosas e das joalherias de luxo como se fossem produtos que pudessem ser comprados.



Por meio de uma etiqueta, as pessoas eram convidadas a doar enviando uma SMS. A ação de marketing promocional teve êxito, por atingir a um público cujo poder aquisitivo era maior, portanto, sem problemas para fazer doações.

No Brasil, em defesa do meio ambiente, a campanha de inverno criada pela Abajur Propaganda para a D’marietta Girotto, em Porto Alegre (RS), intitulada L’Impatto Ambientale, trouxe o manifesto ecológico como tema e as ninfas protetoras da natureza como inspiração.



A vitrina seguiu a linha da natureza e vestiu-se de verde. Manequins foram feitos a partir do plantio artesanal de ruscos e pitósporos, obras de arte assinadas por Nelli Carazzo e Ingrid de Barros. As obras ilustraram as vitrinas por algumas semanas.

Estes são apenas alguns dos poucos exemplos que podem servir de inspiração para que as lojas físicas deixem no passado as tradicionais faixas vermelhas de “liquidação”. O marketing promocional está aí para ajudar a mudar esse velho e antigo conceito de comunicação.



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