15/02/2011

Publicidade de Bebidas Alcoolicas

O mercado publicitário da indústria do álcool é um dos mais rentáveis do mercado brasileiro, movimentando cerca de 1 bilhão de reais por ano. Porém, faz com que cada vez mais adolescentes busquem auxílio para se manterem longe da bebida.


Os aspectos nocivos do álcool incitam debates sobre a publicidade do setor. Mas apesar disso, inúmeras celebridades figuram em anúncios de bebida alcoólicas num mercado extremamente competitivo.

A publicidade de bebidas alcoólicas atinge principalmente os adolescentes, que são vulneráveis a essa influência das propagandas. Estudos afirmam que uma propaganda de cerveja aumenta em 11% o consumo de bebida entre os jovens. Um dos motivos talvez seja porque as propagandas de cerveja são subliminarmente associadas ao prazer, à conquista, ao pode fálico.



Já houve liminares que proibissem as propagandas de cerveja entre as 6h e às 21h, e pedidos a classe artística para avaliarem como ela coloca sua imagem, antes de endossar campanhas de bebidas.

Em entrevista ao jornal Meio e Mensagem, Marcel Sacco, diretor de marketing do Grupo Schincariol defende que "a publicidade permite apenas que o consumidor faça comparação entre as marcas, a propaganda não tem relação com a quantidade consumida por jovens, no máximo, a publicidade provoca a mudança de marcas, que só afeta pessoas mais velhas, com idade suficiente para beber" e afirma que o consumo dos jovens está ligado ao aumento de sua renda, "o consumidor com mais renda consome mais", cita.

A ABAP (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) veiculou no começo de 2008 um anúncio que compara uma possível proibição da publicidade de bebidas alcoólicas com a proibição de vendas de abridores de garrafas, citando que ambos não são responsáveis pelos aspectos negativos decorrentes do abuso de bebida alcoólica.


Para especialistas, a única maneira de afastar crianças do álcool é criando campanhas de conscientização específicas para essa faixa etária e serviços especializados de tratamento, combatendo adolescentes por meio de campanhas educativas, feitas em parceiras com a Secretaria de Educação.

No meu ponto de vista, a intenção da publicidade realmente é de permitir ao seu público-alvo a comparação de marcas, no caso de bebidas alcoólicas, o público adulto. Porém, seguindo os princípios da AIDA (conceito estudados em cursos superiores de Propaganda e Marketing - Atenção, Interesse, Desejo e Ação/compra), fica inegável a afirmação de que a publicidade tem como base levar ao aumento de consumo, ou seja, a ação de compra.

Mas, defendo que isso não é culpa da propaganda, pois toda a publicidade que é passada na televisão é alcançada por todos. Assim como o público-alvo da marca Trakinas é voltada para crianças e quem consome são os adultos. Cabe as empresas colocarem uma nota dizendo que é proibido para menores de 18 anos e talvez alguma nota sobre as causas que a bebida alcoólica causa, como há nos cigarros.

Uma preocupação maior também da secretaria da educação e da saúde também. Poderia haver mais blitz em bares, restaurantes e danceterias, principalmente perto de escolas, cursinhos e faculdades.


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2 comentários:

eladio gomes disse...

concordo e discordo em parte.
o objetivo da propaganda, obvio, é vender e nao creio que ela se preocupe com jovens bebedores mais do que com o dinheiro.
mas também nao creio que ela deva se preocupar com isso, seu foco foi, é e sempre será vender, e nao poderia ser de outra forma, sob pena de ser outra coisa, menos propaganda.
de qualquer modo, é lamentável que adultos ingiram alcool, fumem, ou façam qualquer coisa parecida para destruir seus corpos.
mas nao sejamos radicais: um bom vinho é sempre bom, pois alem do alcool que proporciona, é um alimento, assim consagrado. numa festa, numa comemoraçao, num momento de confraternizaçao. tudo bem.
porém o que fazem os adolescentes é ridiculo, pernicioso, autodestrutivo e burro.
voltando ao inicio, nao se enganem: "a propaganda, ainda é, a alma do negocio", nem que pra isso destruam almas.

Anônimo disse...

Bom, acho bastante confuso o comentário do colega e também o artigo. Primeiro o colega comentando que é lamentável que adultos façam uso do álcool (e outros itens) para logo depois dizer que vinho é sempre bom. Ou é tudo ruim, ou não é. Não existem quantidades adequadas para o consumo. A lenda do copo de vinho todo dia é apenas isso: lenda. Agora vamos a publicidade. Para mim, ela deve existir como com qualquer outro produto. Tomar ou não tomar não é função da propaganda, é função da educação de cada um. É função dos pais alertar para o consumo excessivo do álcool como qualquer outra droga. Um aviso, como o dos remédios já existe e não tem cabimento fazer outro alerta. Sobre o artigo que coloca que os adolescentes que estão cada vez mais em contato com a bebida e precisam de ajuda, de novo é uma questão de educação, de pais mais presentes e de um estado mais ativo na fiscalização. A discussão está errada. Estamos querendo que a propaganda resolva um problema que o Estado não consegue. Investir na educação e na fiscalização dos estabelecimentos que vendem bebidas a menores parece bem mais trabalhoso do que falar que a propaganda de bebidas precisa rever sua abordagem. Att. Eduardo.